Cap. 2 – A rotina

Neste capitulo Joana traz à tona o pensamento dicotômico cartesiano que divide o home em corpo e alma. Assim explica como essa divisão ocasiona alienações perturbadoras na psique humana. Ela faz uma análise de como antes os tabus e as superstições geravam comportamentos extravagantes e como hoje a falsa moral mascara os erros que ocasionam muitos fatores de desagregação da personalidade.

É um capitulo que nos leva a reflexões profundas, vemos que mesmo com a mudança de hábitos retrógrados o homem não se libertou totalmente de algumas fobias e mecanismos de evasão perniciosos. O que deu lugar a outros comportamentos padronizados que compensam o que falta ser desenvolvido. Vemos os comportamentos de massificação, nos quais surgem figuras que tomam títulos de ídolos e passam a ser um modelo dentro da sociedade. A partir daí nos perguntamos o que é realmente a liberdade?

O ser humano fez uma troca de conduta, mas não significa que foi de forma saudável. Nós desenvolvemos tanto em ciência e em tecnologia, mas não acompanhamos em desenvolvimento ético-espiritual e moral. Muitas vezes esse avanço apresenta características conflitantes, vemos variações na economia, desigualdades sociais, guerras ou ameaças de guerras que empurram o homem para a ansiedade, a insegurança, a violência.

E nesse ponto Joanna estabelece dois comportamentos característicos do homem moderno que é pressionado pela luta desigual que existe: O homem que não se encoraja pelo competitivismo doentio acomoda-se ou passa a estabelecer poucas metas, que conquista com relativa facilidade, passando a uma existência rotineira e neurotizante.

Assim, ela demostra que a rotina é como uma ferrugem que disfarçada como segurança, emperra o carro do progresso social e automatiza a mente. E diz que o homem repete a ação de ontem com igual intensidade de hoje. Aqui temos a passagem que mais me chocou: “Trabalha com o mesmo labor e recompõe idênticos passos; mantem as mesmas desinteressantes conversações: retorna ao lar ou busca os repetitivos espairecimentos: bar, clube, televisão, jornal, sexo, com frenético receio da solidão, até alcançar a aposentadoria…Nesse interim, realiza férias programados, visita lugares que desagradam, porem reúne-se a outros grupos igualmente tediosos e, quando chega ao denominado período do gozo-repouso, deixa-se arrastar pela inutilidade agradável.”

Mas ela dá um caminho e diz que o homem deve trabalhar para desenvolver os valores que lhe dormem latentes, que não deve deixar esse potencial adormecido pela rotina. Propõe que o homem deve renovar-se incessantemente, alterando melhor os hábitos e as atividades. Joanna toma os ensinamentos do mestre Jesus para exemplifica o caminho para dar passos mais largos e edificantes.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Blog no WordPress.com.

Acima ↑

Crie seu site com o WordPress.com
Comece agora
%d blogueiros gostam disto: