Capitulo 6 – Liberdade

quarta-feira, 3 de junho de 2020

Em mais um capitulo temos mais um fator de perturbação, nesse caso a liberdade. Porém, essa liberdade que perturba é a falsa noção que temos dela. A palavra muito utilizada nos diversos tempos sociais carrega consigo um significado ainda limitado e humano. Nesse sentido, a liberdade vista como uma forma de autodeterminação engendra comportamentos, opiniões e decisões carregadas de vícios e de valores que vão de encontro com o bem estar de todos os indivíduos e quando não afeta diretamente o ser humano se impera sobre a natureza de uma forma caótica e destrutiva.

E numa onda persecutória pela liberdade vemos a violência emergir com força. Parece que na sociedade liberdade combina com revoltas e revoluções manifestadas de forma violenta e impeta. Para exemplificar isso, Joanna se vale das guerras que se sucedem por tratados de paz mal formulados, selados pela violência, com sujeições que afetaram o destino da nação e do povo submetido. Visualizamos isso claramente no término da primeira guerra mundial e a explosão da segunda com o ideal nazista de imperialismo e autoritarismo buscando resgatar de forma horrenda a “liberdade” que lhe foi tirada.

E Joanna é clara ao nos dizer que a violência nunca irá oferecer uma liberdade real.

A violência retém, porém não doa, já que sempre abre perspectivas para futuros embates sob a ação de maiores crueldades. (Página 23).

Depois de toda essa explanação nos perguntamos o que seria a verdadeira liberdade? E a nossa mentora esclarece que a liberdade está intrinsicamente ligada a responsabilidade. Somente mediante a responsabilidade que o homem se liberta, sem tornar-se libertino ou insensato. Disso, Joanna nos mostra diversas paisagens aonde a liberdade tem sido consolidada sem o requisito da responsabilidade, por exemplo, na denominada liberação sexual sem a correspondente maturidade emocional e dignidade espiritual; a liberdade de expressão aos emocionalmente desajustados.

A denominada liberação sexual, sem a correspondente maturidade emocional e dignidade espiritual, rebaixou as fontes genésicas a paul venenoso, no qual, as expressões aberrantes assumem cidadania, inspirando os comportamentos alienados e favorecendo a contaminação das enfermidades degenerativas e destruidoras da existência corporal. Ao mesmo tempo, faculta o aborto delituoso, a promiscuidade moral, reconduzindo o homem a um estágio de primarismo dantes não vivenciado. A liberdade de expressão, aos emocionalmente desajustados, tem permitido que a morbidez e o choque se revelem com mais naturalidade do que a cultura e a educação, por enxamearem mais os aventureiros, com as exceções compreensíveis, do que os indivíduos conscientes e responsáveis. A liberdade é um direito que se consolida, na razão direta em que o homem se autodescobre e se conscientiza, podendo identificar os próprios valores, que deve aplicar de forma edificante, respeitando a natureza e tudo quanto nela existe.(Página 24).

E como sempre concluímos com o ensinamento do nosso mestre Jesus o qual sintetizou os meios de conseguir a verdadeira liberdade, na busca da verdade a única opção para tornar o homem verdadeiramente livre.

 E essa verdade é Deus e não a verdade conveniente de cada um – que é a forma doentia de projetar a própria sombra, de impor a sua imagem, de submeter à sua, a vontade alheia — constitui meta prioritária.

E Deus está dentro de todos nós e é necessário imergir na Sua busca para que o  exteriorizemos em nossos pensamentos, sentimentos e ações.

E Cristo, cuja mensagem é o amor que liberta, prossegue ensinando a eficiente maneira de conquistar a liberdade. Nenhuma pressão de fora pode levar à falta de liberdade, quando se conseguir ser lúcido e responsável interiormente, portanto, livre. (Página 24).

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